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Lethem

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Lethem
Geografia
País
Território disputado
Regiões
Capital de
Banhado por
Altitude
85 m
Coordenadas
Demografia
População
3 000 hab. ()
Funcionamento
Estatuto
cidade fronteiriça (en)
território disputado
Mapa

Lethem é uma cidade da Guiana que faz fronteira com o Brasil. Separada de Bonfim, Roraima, apenas pelo rio Tacutu, forma com ela uma aglomeração urbana transnacional de quase 15 mil pessoas. É a capital da região 9 da Guiana, Upper Essequibo-Upper Tacutu, com uma população estimada em 3.000 pessoas.

Lethem possui diversos estabelecimentos comerciais distribuidoras de calçados, bicicletas, camisas e outros artigos; são particularmente frequentados por brasileiros que costumam levar as mercadorias para Boa Vista e Manaus. O rodeio anual no fim de semana de Páscoa é o principal acontecimento da localidade.

A cidade leva esse nome em homenagem ao ex-governador da Guiana Inglesa, Sir Gordon James Lethem, que governou nos anos de 1946 e 1947.

No passado, a área onde atualmente se situa Lethem fazia parte do que se costumava denominar Pirara, uma região que originalmente pertencia ao Brasil e foi anexada pela Inglaterra após um contencioso denominado Questão do Pirara, arbitrado pelo rei Vitório Emanuel III.

Atualmente, a região a oeste do Rio Essequibo, o que inclui Lethem, é reivindicada pela Venezuela, que alega ter direitos históricos sobre o que denomina Guiana Essequiba.

Administração local.
Avenida comercial principal de Lethem.
Foto de uma região próxima ao aeroporto

Fica as margens do rio Tacutu, que faz fronteira com Brasil. Do outro lado do rio fica a cidade de Bonfim, no estado de Roraima.

Localizada na região chamada de Planalto das Guianas, Lethem é uma pequena cidade de fronteira que serve de base para viajantes que vão tanto para a capital Georgetown, quanto para Boa Vista. Está localizada cerca de 100 metros acima do nível do mar.

Infraestrutura

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Ponte sobre o Rio Tacutu.

O acesso Brasil–Guiana dá-se pela BR-401, ligando Lethem à cidade de Boa Vista, capital de Roraima. Após a cidade Bonfim há ponte integrando as duas nações.

Infraestrutura de imigração

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A cidade conta com um posto fronteiriço, no qual permite que se faça imigração para entrar legalmente na Guiana.

Documentos necessários para entrar na Guiana

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Vindo do Brasil, o viajante precisa ter o certificado internacional de vacinação contra a febre amarela, que pode ser obtido na ANVISA.

Além disso precisa-se ter um passaporte válido, e algumas nacionalidades precisam de visto prévio, o que não é o caso, por exemplo, de pessoas portadoras de passaportes brasileiros e portugueses. Só se é dado o carimbo de entrada na Guiana caso possua no passaporte o carimbo de saída do Brasil, mesmo para pessoas que estejam viajando com o passaporte brasileiro. O carimbo pode ser obtido no posto de Polícia Federal na margem brasileira do rio Tacutu (cidade de Bonfim).

Todos os serviços, tanto brasileiro quanto guianenses são gratuitos. A mesma regra é valida para entrar no Brasil, e cidadãos da Guiana também não precisam de visto, necessitando do certificado internacional de vacinação contra febre amarela.

Saída da Guiana

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É necessário carimbar a saída no passaporte na imigração da Guiana, e ao chegar ao Brasil carimbar a entrada na Policia Federal.

Aeroporto de Lethem.

A cidade de Lethem praticamente não dispõe de ruas pavimentadas, a maioria alagando nas épocas de chuva (junho a setembro). Porém a cidade é muito pequena, e normalmente todos os deslocamentos podem ser feitos a pé, apesar do sol forte. Não existe transporte público de massa: táxis circulam pela cidade. Motoristas oriundos do Brasil devem ter cuidado especial, pois a Guiana utiliza a "mão inglesa". Não é permitida a entrada de veículos de carga e transporte de passageiros, pois ainda não existe acordo diplomático para isso. Os governos do Brasil e Guiana estão estudando a possibilidade de reverter essa situação.

Acesso ao Brasil

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A ponte internacional que liga os dois países foi inaugurada no dia 14 de setembro de 2009 pelo presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva. A ponte é binacional e tem 230 metros de extensão. Foi investido pelo governo do Brasil um total de R$ 21,9 milhões (recurso do Governo Federal).

De Bonfim, o lado brasileiro da fronteira, existe transporte para Boa Vista. Ônibus saem em quatro horários diferentes, sendo o último deles às 16 horas, custando R$ 13,00 e demorando cerca de 2 horas e 30 minutos.

Além disso existe a opção dos táxis coletivos, R$35,00 por pessoa e tempo de viagem de 1 hora e quinze minutos.

Saindo de Boa Vista as opções são as mesmas, todas saindo do terminal rodoviário internacional. A partir de Boa Vista pode-se ainda viajar para qualquer lugar do Brasil pelo Aeroporto Internacional Atlas Brasil Cantanhede, ou de forma rodoviária para a Venezuela em Santa Elena de Uairén, e Manaus, além do interior de Roraima.

Acesso a Georgetown

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Van seguindo para Georgetown.

Para ir de Lethem à capital, Georgetown, existem três formas, nenhuma delas fácil:

  • Via aérea: As empresas que operam Lethem-Georgetown são a TransGuyana e a Air Services que voam com Cessna Gran-Caravan. A grande vantagem é que estas pousam no aeroporto de Ogle,dentro da cidade de Georgetown, muito mais perto que o Cheddi Jangan, o aeroporto maior da Guiana, que fica a uns 40 km da capital. A META linhas aéreas não voa mais para Guiana. A Suriname Airways conecta Belém a Georgetown, com escalas na capital do Suriname, Paramaribo. As passagens de ida e volta custam G$ 46,000,00 (R$ 460,00)

O Aeroporto de Lethem (IATA Cógigo: LTM), tem a pista pavimentada, instrumentada, mas sem luzes. A única pista, 07/25, possui a aproximação da pista 07 por cima do território brasileiro.

  • Via rodoviária
    • Ônibus: na época de chuva a estrada fica quase intransitável, ainda mais para os velhos ônibus da Intraserv que operam por lá. Mesmo assim, a empresa mantém quatro frequências semanais neste período. O tempo de viagem é incerto, no mínimo 12 horas podendo chegar a 36 horas. Na época seca (novembro a março) as partidas são diárias e o tempo de viagem é menor.
    • Vans: partem todos os dias em todo o ano, sendo mais rápidas que o ônibus, mais certos que vão chegar, mais resistentes e mais desconfortáveis. A passagem também custa G$10.000, saindo do restaurante T and M.

A vantagem apontada por turista em seguir para Georgetown por terra é conhecer todo o interior da Guiana, incluindo a reserva natural Iwokrama, a travessia do rio Esequibo e as trocas culturais que se faz no trajeto, mesmo com brasileiros (garimpeiros) que moram na Guiana há anos.

Referências